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O que é o Brunimento?


Hoje vamos falar de uma etapa não muito falada no processo de usinagem.


O processo de brunimento, embora não seja muito difundido é empregado na indústria automobilística, na de rolamentos, na de máquinas ferramentas, na de refrigeração, entre outras.


Peças que terão alto grau de liberdade, peças de equipamento de deslizamento, como por exemplo: cilindros hidráulicos (movimento entre o êmbolo da haste do pistão e o corpo do cilindro), rolamento (movimento entre as esferas e os roletes montados entre o anel interno e o externo), corpos de válvula (movimento entre o eixo de desvio do fluxo do fluído hidráulico e o corpo), motor de combustão interna (movimento ente os anéis do pistão e a camisa), etc., são componentes típicos brunidos.


O processo de brunimento é o processo de usinagem feito com ferramentas tendo arestas de corte com geometria não definida, multicortantes, com grãos abrasivos que se mantém em constante contato com a superfície usinada, com o objetivo de se aumentar a exatidão dimensional, a forma e a qualidade superficial de componentes pré-usinados.


Entre o componente e a ferramenta ocorre uma mudança no sentido longitudinal. A superfície acabada revela um padrão paralelo cruzado.


Trata-se, portanto de um processo realizado com inúmeras arestas cortantes, cujas características geométricas diferem entre si e são de difícil determinação. Uma vez que uma grande quantidade de grãos abrasivos atua simultaneamente, a quantidade de material usinada resulta da soma de inúmeros cavacos produzidos pelas arestas.


Portanto, os grãos abrasivos necessitam ter uma dureza tal que, seja maior que o do material a ser usinado, de forma que, são compostos de materiais cristalinos duros. Estes materiais são, por natureza, frágeis, e na produção de grãos, se partem em pequenas partículas, sem uma fórmula definida, composta de arestas pontiagudas. Assim, somente as partes mais salientes das superfícies dos grãos penetram na peça, durante a usinagem, formando com isto, as arestas planas dos mesmos.


Durante o processo de usinagem os grãos abrasivos provocam inicialmente, uma deformação plástica do material. No início do contato não se forma, portanto, nenhum cavaco. O material da peça forma rebarbas ou flui com aresta cortante. Somente quando a aresta penetra o suficiente na peça, com uma espessura de corte determinada, se inicia realmente a formação dos cavacos.


A determinação da espessura de corte atuante em cada grão depende de uma série de parâmetros e não é de fácil determinação.


Os desgastes que ocorrem nos grãos abrasivos se iniciam nas camadas cristalinas dos cristais, que se situam próximas à superfície dos grãos. Na região, atuam extremas pressões e temperaturas, conduzindo a processos de oxidação e difusão.


Na maioria dos casos, os desgastes que ocorrem nos grãos são responsáveis pelos desgastes nas pontes de ligação, pois um “cegamento” dos grãos conduz, devido aos atritos cada vez maiores, a um aumento localizado dos esforços de corte conduzindo, com isto a um rompimento das ligações. De acordo com a maior ou menor ligação do grão com a estrutura, o desgaste ocorrerá mais no grão, devido a influências químicas ou térmicas.


Assim, as causas do desgaste estão diretamente relacionadas com o tipo de pedra abrasiva utilizada e as condições utilizadas no corte.


Se você quiser saber mais sobre esse assunto, este texto foi retirado da tese de mestrado de Edivaldo José Visque que está no link abaixo:

http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/264161/1/Visque_EdvaldoJose_M.pdf


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Um forte abraço e até a próxima...